Ontem no Alpha, ainda

Enquanto, na sala de múltiplo uso do Alpha, o jovem Alex (Malcolm McDowell), cometia suas atrocidades e sofria os reveses dos seus atos, a uma das mesas do café, Hugo (o pintor Guedo Gallet, “artista residente” da casa) empunhava sua caneta esferográfica preta, dando os últimos retoques nos desenhos que irão para o próximo livro de Antonio Possidonio Sampaio, Andanças com Salvador Bahia, pela Alpharrabio Edições (aguardem o lançamento – 27 de outubro). Traçando tracinhos, infindáveis tracinhos, uns sobre os outros, Hugo vai formando paisagens, sombras e luzes de admirável beleza e harmonia. Do que parecia brincadeira, surge a arte de quem dela tem domínio. Bom repousar os olhos nessas suaves paisagens, após o choque do olhar deliqüente de Alex. Arte: sempre a tensão, o choque, a beleza, ainda que bruta. (dtv)

Hugo

About Dalila

Dalila Teles Veras, escritora, proprietária da Alpharrabio Livraria e Editora
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One Response to Ontem no Alpha, ainda

  1. Rosana Chrispim says:

    Imposssível, cara Dalila, não tecer comparações entre a cultura que se pratica nestas províncias, que nenhuma política ainda foi capaz de fortalecer. Impossível não comparar a programação cultural do Alpharrabio, de Santo André, à programação do Espaço Cultural CPFL, aqui em Campinas. Sem querer aqui estabelecer propriamente uma discussão, o que é imperativo registrar é que o Alpha consegue – sem contar nem de longe com o mesmo aporte financeiro – criar e oferecer uma programação tão diversificada e de tão alto alto nível quanto a do espaço citado. Não há como não impressionar-se com a capacidade de resistência e de superação do Alpha, de quem faz o Alpha. Impossível, cara Dalila, não imaginar quão melhor seria Santo André se as pessoas bebessem mais desta fonte da Eduardo Monteiro. E se comparássemos a força das duas empresas x recursos disponíveis, não me surpreenderia que o bom Alpha se mostrasse melhor.
    Com essa nova via (blog) posso, ainda, de mais uma maneira beneficiar-me da aura do Alpha. Pobres daqueles que podem e não usufruem. Meu grande e saudoso do alphabraço.