A Educação pelo Exemplo

TC Alessandra

A Educação pelo exemplo – O exemplo romano, foi o tema deste último sábado, daí 20.10, do ciclo Idéias de Encontro, que registro aqui com um vergonhoso atraso. A palestrante convidada foi a prof. Alessandra Carbonero Lima. Apesar do debate inevitavelmente ter enveredado pela educação nos dias de hoje, a professora se ateve às formas da educação na Roma antiga, tema a que se propôs, quando educar era um ato exercido essencialmente pelo pai da criança, através do exemplo virtuoso do próprio pai e dos antepassados, ou seja, através de práticas já valoradas de acordo com um rígido conjunto de valores, como “parcimônia (ausência de luxos) e a fides (confiança na palavra dada). Imitá-los e tentar superá-los era a premissa vigente. Esse modelo, sabemos, de há muito entrou em crise e a questão que se põe hoje é: esse exemplo continua servindo ou não serve mais? É proveitoso?
É então que surge a questão: pode a “cidadania” ser ensinada? Diz a professora que, para os romanos do mundo antigo, a pergunta pela possilidade de ensinar a virtude política é que não precisava ser posta, já que o seu ensino era um fato. Simplesmente porque todas as práticas virtuosas levavam o cidadão à prática “cidadã”, cotidianamente. Portanto, se a educação hoje levasse isso em conta, a despeito de toda a complexidade do mundo moderno que exige novas e criativas respostas, certos programas ex-curriculares como “educar para a cidadania”, deixariam de fazer sentido. E foi por aí, manhã adentro, o acalorado debate. (dtv)

About Dalila

Dalila Teles Veras, escritora, proprietária da Alpharrabio Livraria e Editora
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One Response to A Educação pelo Exemplo

  1. Isa says:

    Quando o conceito de família roça o estado da amargura, a perda de valores toma lugar de destaque provocando a rotura em todos dos ciclos de movimentação do indivíduo.

    Deixando de haver exemplos herdados e/ou a seguir, inventou-se a máxima “Olha para o que te digo, não olhes para o que faço”.

    Contudo, a loucura do dia-a-dia, e uma enorme dose de preguiça intelectual (entre outras) também essa máxima “estalactite” calou, sendo substituída pela “se te portares bem, dou-te…” ou “toma e cala-te”.

    Resultado adjacente, a 1ª palavra que o bebé dizia era “mamã” ou “papá”, hoje é “dá”. Percorre toda uma vida com o “dá” e o “quero” sem se preocupar com origens nem consequências.

    A cidadania ?! Tema cada vez mais debatido, paradoxalmente, cada vez mais desenraizado. Urge não só inverter esse estado, como transformar a “cidadania” numa pílula a ser tomada diariamente, de preferência em jejum e em família.