12 de agosto (2) Fina Estampa

Cristina Suzuki ocupa o Alpharrabio com obras resultantes de sua pesquisa sobre a chita. Transforma o tecido em escultura, produz suas próprias padronagens na série “Coleção de Verão para Panos de Chão” e evolui para as “Rendas Digitais” que se propagam pelo espaço.

Abertura 12 de agosto de 2009 às 19 h
Livraria Alpharrabio – R. Eduardo Monteiro ,151 – Santo André – SP – 4438-4358.
Visitação até 12/09/2009 – Segunda a Sexta – 13 às 19 h – Sábado – 9:30 às 13:00 h.

CONVITEcriz

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2 Responses to 12 de agosto (2) Fina Estampa

  1. isa says:

    Chita! Tinha saudades de ouvir esta palavra, já que o próprio tecido há muito desapareceu de cima dos tampos dos balcões de madeira das lojas de tecidos, onde aqueles senhores, de sorriso simpático, tinham sempre peças e peças para desdobrar e outras tantas para dobrar.

    Com essas peças iam enfeitando as prateleiras de multicolor e impingindo aquele ou o outro tecido de menor saída a clientes menos costumeiras ou aconselhando aqueloutro que ficava na prateleira superior (assim como o preço), para aquelas “granfinas” que abancavam por ali todas as semanas à procura de novidades.

    Na passarela das vaidades, só as sedas, puras lãs virgem, brocados, etc, etc, entravam. A chita não tinha cabidela. Esta era destinada às serviçais que mesmo no rigor dos invernos era o que usavam porque o “metal de troca”, quase invisível, não chegava para mais. Pudera, também nessa época havia necessidade de fazer algumas restrições para se poder andar de acordo como último grito da moda e as “dondocas” faziam-no à custa da exploração de quem trabalhava 18 por dia.

    Conheço alguém que na sua mocidade, usou vestidos de chita. Eram feitos pela própria, sem nunca ter “andado à costura”. Noite dentro, roubando minutos preciosos às poucas horas de descanso, os vestidos rodados e bem vaporosos, ponteados à luz da candeia, ganhavam forma e em nada ficam atrás dos “modelitos” que apareciam nas revistas de figurinos da época.

    Hoje eu revejo-os nas fotos a preto e branco (guardadas numa caixinha de cartão) e comento com a mãe que nela, a chita transformava-se em seda natural e ela ficava parecida a uma estrela de cinema, ao estilo de uma Milú (nome artístico de Maria de Lurdes de Almeida Lemos) ou da Ingrid Bergman.

  2. Mas ficou chique o convite no blog do Alpharrabio!
    Dalila, Maninha e Eliane, obrigada me por confiarem o espaço e permitirem tamanha intromissão (sim, porque “ocupação” chega a ser pouco pra definir o que fiz).
    O texto lindo de Isa que fez a exposição atravessar o mar…
    A noite de ontem foi ótima, acredito ter conseguido difundir com meu trabalho – ou usando ele como pretexto – um momento de felicidade na vida daqueles que cá estiveram.
    E todos levaram consigo uma de minhas cores pra fazê-las refletir em sua luz!
    Beijo Grande