Cores, estampas, cumplicidades artísticas

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A noite de ontem no Alpha, foi especial. Diálogo entre artes e artistas: poesia e artes visuais, leituras, performances. Cristina Suzuki na roda e sua arte sofrendo interferência, conforme sua própria proposta. Arte (trans)formada pelos presentes à mostra. Demonstração eloqüente do poder da intervenção, foi a mensagem transatlântica deixada aqui no blog pela Isa, lá de Portugal, lida na abertura da exposição (e também já transcrita no blog da artista: http://www.crizsuzuki.blogspot.com/ ).
Mais uma possibilidade, portanto, de (trans)formação, desta feita, virtual.

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Criz e sua troupe familiar e artística, a poesia de Andréia Horta, humana flor a dialogar com chitas e sensibilidades. A fala de Marcos a dar (outra) voz às vozes (e cores) femininas.

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foto: fátima roque

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foto: isabela a. t. veras

Coube-me a honra de “apresentar” a artista. Só consegui faze-lo com poesia que, aliás, acabou sendo incorporada à própria exposição. Ei-la:

Coleção Prêt-à-Porter – tramas e formas

Chitas e rendas
Algodão ordinário e produção binária
Tramam tramas formam formas
Usosnovos novosusos
Coleção de verão em pleno inverno
(a arte não obedece calendários)

Moda antiga
Matizada, amalgamada
Cheirando a nova e nova sendo
Pelas mãos e olhares (criz)ativos

A chita (re)desenhada
A xilo (re)aplicada
O ordinário que se faz nobre
Sentidos em vários sentidos

Criz olha o mundo pela luz e cor
(sentidos primordiais)
E o mundo renomeado em formas
Gira em outra direção – paisagens fractais

Estandartes seqüenciais
(flores, cores, tecidos)
Escondem e mostram
Adesivam o tempo
Possibilidades… Tantas…

Dalila Teles Veras
Santo André, inverno 2009

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About Dalila

Dalila Teles Veras, escritora, proprietária da Alpharrabio Livraria e Editora
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2 Responses to Cores, estampas, cumplicidades artísticas

  1. Perfeito!
    Na ressaca de uma noite como esta, fico com a impressão de não ter conversado com todos e dado a atenção merecida.
    Mas nesta exposição acho que deve tê-lo feito através dos trabalhos.
    Perfeito.

  2. Alpharrabio ficou realmente sublime com a exposição de Criz. Da melhor qualidade!