Arte e memória – Conversas à tarde

Primeiro foi Simone, que pela primeira vez veio ao Alpharrabio, falar do interesse dos netos (ela inclusa) em preservar a memória do avô, o já saudoso Pierino Massenzi. Lembramos e projetamos… (um livro, talvez…). Um café brindou o encontro.

Depois foi o memorialista José Duda e Edmundo Dias, ambos cinéfilos, vindo da sessão de hoje (ao qual não compareci, porque exercia cá fora o sagrado ofício da conversa). Nada de cinema, desta feita, até porque a conversa lá dentro já cumpriu esta função.
Na pauta, o centro velho de São Paulo, por onde nós três circulamos na juventude. Cinemas já desaparecidos, restaurantes baratos onde estudantes e trabalhadores em início de carreira podiam comer, casas de discos onde se podia ouvir música e sair sem nada comprar. Fechamos com um trato: em janeiro, a cidade em férias, faremos um passeio pelo velho centro de Sampa. Fotografaremos esses lugares de nossa memória, escreveremos sobre eles ou nada, apenas lembraremos.
Mais café, para brindar o projeto e selar o compromisso.

Fátima Roque, chegou para o já costumeiro chá das 5 com bolachinhas (hoje, só para não estabelecer rotina, celebrado às 6) e a conversa girou em torno de criatividade, tempo circular e fotografia que vai além da fotografia, arte… Ouvi, ouvi… Puxa vida! Bem que poderia ter gravado esta conversa! Quanto ainda a aprender…

Das 14h30 às 19h00, paramos o tempo. Os livros na prateleira, testemunhas. (dtv)

About Dalila

Dalila Teles Veras, escritora, proprietária da Alpharrabio Livraria e Editora
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4 Responses to Arte e memória – Conversas à tarde

  1. Simone says:

    Alpharrabio, um lugar pela primeira vez visitado e por um nobre motivo: preservar não só a memória de uma querida figura que foi meu avô, mas também preservar tantos por ele queridos e tantos que lhe admiraram. Pude conhecer Dalila, pessoa que abriu suas portas e tanto colaborou em nossos novos passos com uma conversa agradável. Pude conhecer mais uma faceta de meu avô e seu convívio com seus amigos.
    Um lugar tão aconchegante e que incentiva o pensamento e o questionamento sobre todas as coisas. Gostaria de registrar o meu agradecimento pelo encontro, pela conversa e pelo reconhecimento dispensado ao Massenzi. Fiquei muito feliz em poder relembrá-lo em seus momentos de prestígio e alegria!

  2. Olá, Simone
    Você será sempre muito bem vinda e não precisa pedir licença. Grata pelas palavras que muito ajudam no prosseguir nesta teimosia em remar sempre contra marés de toda ordem.
    dalila

  3. Margarita Lo Russo says:

    Según Platón «el tiempo es la imagen móvil de lo eterno», por lo tanto al expresarse en éstos términos podemos entender que Dalila, José Duda y Edmundo Dias no lo conciben como una dimensión estática y meramente objetiva, adhiriendo así a la noción de tiempo circular (tan cara a Jorge Luis Borges) y que se basa en la repetición cíclica infinita, asociada a la imagen del eterno retorno, sin tomar esta imagen como retroceso sino como avance infinito hacia el punto de partida, recorriendo la circunferencia finita para volver al mismo punto: Feliz retorno (en enero) a las calles del viejo San Pablo!!!!

  4. Parar o tempo rejuvenesce!