Encontros memoráveis, Registros tardios

Conforme é do conhecimento público, a atividade cultural da Livraria Alpharrabio neste início de 2010 foi frenética.
A comemoração da maioridade foi um dos motivos, mas não só. Lua e alguns outros astros em conjugação (seria assim no jargão do estudo da astrologia?), ou (melhor traduzindo para evitar futuros equívocos semânticos), um entusiasmado grupo recentemente tomou de assalto as dependências do Alpha e dele se apropriou com a conivência da sempre conivente Luzia Maninha, e, seguidamente, tramam, ocupam e tomam de assalto as dependências da casa da Eduardo Monteiro (e os muros externos e tudo o que mais houver).
Junte-se a isso, tudo que nos chega de forma espontânea, ou seja, propostas de peças de teatro, lançamentos de livros, concertos, palestras e mais o que se vai retirando do baú da nossa particular incubadora de projetos que vão sendo armazenado pelos da casa e dá nisso: a reduzida equipe de sempre (três pessoas) nem sempre dá conta de forma eficiente, como neste caso, do registro.
Justificativa feita, aqui vai um registro tardio das três últimas atividades, em fotos da nossa factótum Maninha:

Em concorrida manhã de sábado, 17, na Casa do Olhar, em Santo André, o escritor, crítico e pesquisador José Armando Pereira da Silva autografou seu livro “Andamentos da Cor” sobre o pintor Paulo Chaves (FAC/Alpharrabio Edições, 2010)

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Já na segunda, 19, a trupe das artes visuais fez a festa na sede da livraria.
Lançamento da coleção Evoé de postais, alusiva aos 18 anos da Alpharrabio.

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alegres e descontraídas (conspir)ações

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pose (quase) oficial para a posteridade

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provas da gráfica autografadas para o acervo de raridades e o escaninho da memória

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e não é que ficou bom mesmo!

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o momento solene: a palavra e a entrega dos conjuntos a cada um dos artistas, pela curadora Criz Suzuki

Ontem, foi a vez do teatro. Clarice em cena, entusiasmou a platéia composta por mais de 40 pessoas. Gente jovem com a coragem de enfrentar a sempre desafiadora palavra de Clarice Lispector. Fizeram isso com leveza, seriedade, bom humor e muito talento. Um belo exercício experimental no teatro tão carente hoje da (boa) palavra. Foram elogiados e muito aplaudidos. Saiba mais sobre o grupo Ausência em Cena, aqui

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o espetáculo inicia já no lado de fora, em cena aberta e “nada ausente”.

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para continuar na sala de múltiplo uso

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palco, platéia e palavra, num mesmo plano – puro encantamento

About Dalila

Dalila Teles Veras, escritora, proprietária da Alpharrabio Livraria e Editora
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2 Responses to Encontros memoráveis, Registros tardios

  1. Penélope says:

    Parabéns a super trupe do Alpha que faz teatro, dança, exposição, leitura e tapioca… ufa! E ainda, de quebra, abriga todos os que passam, fica, volta e “batem cartão” por lá. Beijos em todas vcs!

  2. É pena não ter eu superpoderes de estar no Alpha o tempo todo e meus múltiplos em outros lugares para cumprir os deveres…
    Perdi a convivência a experiência.