O rio de minhas manhãs em manhã de apresentação

Exatamente numa bela manhã de sábado, O rio de minhas manhãs, de Celso Freire, foi apresentado ao público na Livraria Alpharrabio, sua casa editora desde o primeiro livro (já somam cinco, os títulos pela Alpharrabio Edições).
Abaixo, algumas imagens captadas por Luzia Maninha, desse encontro literário e fraterno:

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(o autor fala das razões da obra)

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(Thiago Freire lê trechos do livro)

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(Thiago toca e canta canções de autoria de Celso Freire: veja clip aqui:

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(o Professor escritor recebe amigos, alunos, familiares e oferece autógrafos, muitos)

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(enquanto se espera, a prova do “flagrante delitro”, a marvada vinda lá das gerais)

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(por fim, o clã em júbilo, celebra)

Memórias sentimentais de um silva no rio de suas manhãs

O rio das minhas manhãs, de Celso Freire, obra publicada recentemente pela Alpharrabio Edições, nega-se a classificações de gênero literário tão inúteis quanto desnecessárias. Texto híbrido, catalogado oficialmente como “ficção brasileira”, leve, solto e inclassificável, no qual o autor insere um poema na abertura de cada capítulo. Lembro-me, aqui, de Miguel Torga, que fazia diários como quem faz ficção e que também inseria um poema ao abrir de cada mês.
Poeprosa ou prosema, o fato é que se trata de uma obra de alta voltagem poética, no melhor sentido da palavra, no melhor sentido da linguagem.
Neste romance (é assim que o autor o classifica), Celso retoma o personagem do romance anterior, Um Silva de A a Z, ele próprio também narrador, mas já um outro, que re-corda (no sentido etimológico do termo, ou seja, passa de novo pelo coração) “o rio das suas manhãs”, valendo-se da memória para, agora aos 90 anos, sonhar o que não pode mais ser, mas que, lembrado, ainda o é.
José Silva, no ocaso, mulher, filhos, netos, bisnetos ainda à roda, lembra e registra seu passado amoroso, as mulheres de sua vida, contextualizadas na paisagem da infância. Ao contemplar as montanhas das gerais, evoca os “primeiros arrepios”, desde quando o “rio” só ia até “antes da curva – o começo de tudo”, quando o “dia” era “grande e havia tempo de sobra”, “tempo de corredeiras”, “percurso que” o “levou ao mar”. A vida boa e larga não basta. José ainda pensa num filho, idealiza um filho com Laura, a cuidadora que lhe traz a lembrança de todas as mulheres que amou (Conceição, Laura, Telminha, Elis, Guiomar, Aurora, Helena, Clau, Inês, Débora), motivos mais do que perfeitos para a poesia do rio de suas manhãs.
Neste quinto livro, Celso Freire reafirma seu talento narrativo e poético, escritor que já disse a que veio e aponta, seguro, para o caminho que escolheu, valendo-se de uma voz singular, que há de ficar. (Dalila Teles Veras)

About Dalila

Dalila Teles Veras, escritora, proprietária da Alpharrabio Livraria e Editora
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