Alpharrabio 21 = Ano onze (2003)

2003   01

30 janeiro
Lançamento do livro A Linguagem que vem da Alma, de Fátima A. Debonis, edição da autora.

19 fevereiro
Abertura do Projeto Quarta Cuca 2003: Tato Fischer & as Amídalas Cantantes em Retratos do Brasil.
Amídalas Cantantes é um grupo vocal de Santo André (SP), formado em 1994 por Tato Fischer com assistência de Célio Colella. Um de seus principais objetivos é aproximar do público a música coral, buscando uma efetiva interação com o mesmo. Para isso, o grupo busca fazer uma leitura cênica das canções. Retratos do Brasil faz um apanhado geral da música do povo, passando por tipos regionais, hábitos religiosos e costumes populares.

22 fevereiro
Conversa de Livraria: com Jorge Luiz Antonio
O prof. Jorge Luiz Antonio, em sua dissertação de mestrado, desenvolveu um estudo com base na obra do poeta português José Joaquim Cesário Verde (1855-1886). Inúmeras revisões levaram o autor ao livro Cores, forma, luz, movimento: a poesia de Cesário Verde, lançado pela Musa Editora e FAPESP, motivo deste encontro. Mais do que uma dissertação de mestrado, o livro oferece ao leitor uma biografia resumida do poeta, fortuna crítica vasta, uma síntese do estudo da relação entre a poesia e a pintura de um modo geral, para focar a poesia que se mostra como pintura realista impressionista.
JLA é também autor de Almeida Júnior através dos tempos (1983), tem vários artigos em revistas eletrônicas e impressas, desenvolve doutorado sobre poesia digital no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica na PUC SP, é professor universitário em cursos de graduação e pós-graduação e elabora uma pesquisa sob o título de Brazilian Digital Art and Poetry on the Web.

2003   02

12 março
Quarta Cuca – Concerto com o violonista João Luiz.
João Luiz tem participado de festivais e seminários no Brasil e no exterior. Além de solista, João Luiz forma duo com o violonista Douglas Lora, tendo gravado com este um CD que é considerado por especialistas como um dos melhores lançamentos em seu gênero; também ao lado de Douglas e Henrique Pinto, forma o Violão-Câmara-Trio, um dos mais tradicionais e importantes grupos camerísticos brasileiros, com o qual gravou o CD “Concerto a Tre”. Recentemente, como integrante do aclamado quarteto de violões Quaternaglia, realizou uma série de concertos e palestras no estado do Texas (EUA). Como solista e camerista, viaja anualmente por diversos estados brasileiros realizando concertos em importantes salas e nos principais centros musicais do Brasil e exterior. Atualmente, prepara outras gravações em duo, trio e quarteto e, prioritariamente, seu primeiro disco solo com obras do repertório segoviano.

15 março
Conversa de Livraria com Rodrigo Petrônio.
RP fala de seu livro Transversal do Tempo (Recife: Fundação de Cultura da Cidade de Recife, dezembro de 2002) – Prêmio Jordão Emerenciano, de ensaio, da Prefeitura de Recife, composto de dez ensaios sobre literatura. Entre os autores estudados, estão Lucrécio, Jorge Manrique, Montaigne, Luís de Góngora, Vico, Fernando Pessoa, Marcel Proust, Pedro Nava, Francis Ponge e Ezra Pound.
Rodrigo Petronio nasceu em 1975, em São Paulo. Mora em Santo André. Formou-se em Letras pela USP, onde atualmente desenvolve projeto de mestrado em Literatura Espanhola. É autor do livro de poemas História Natural, publicado pelo selo Gargântua.

12 Abril
Abertura da Exposição de Pintura e Desenho: Caminhos de memórias, seguida de conversa de livraria com a artista Constança Lucas

09 abril
Quarta Cuca – Concerto com Duo Myosotis.
Formado pelos jovens músicos Leandro Alvarenga (violonista e compositor), 21, e Tati Helene (soprano), 20. A criação do duo aconteceu dentro da matéria Música de Câmara da faculdade e, sob o incentivo e orientação da profa Marilia Pini, tornou-se um grupo independente. As primeiras apresentações surgiram de convites para aberturas de congressos na FMU. Em abril de 2002, receberam o 1° lugar no Concurso Bianca Bianchi do II Festival de Música de Câmara de Curitiba.
Já se apresentaram em diversos locais desde então; o duo presentemente desenvolve uma pesquisa sobre música brasileira, fazendo transcrições e, principalmente, buscando peças originais para a formação de canto e violão.

24 abril
Versos à boca da noite, com Milton Andrade.
O presente espetáculo se fundamenta numa colagem de poemas de nove poetas brasileiros, constituindo-se numa verdadeira antologia do nosso modernismo. Não se trata, entretanto, de um recital, mas de um verdadeiro espetáculo de teatro, colocando o ser humano em face da morte, uma das maiores preocupações dos nossos homens de letras.
Os autores desse espetáculo são os mais representativos da nossa literatura poética, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Mário Quintana, Vinicius de Moraes, Cassiano Ricardo, Raul de Leone, Humberto de Campos e de nossos contemporâneos, ainda vivos, Thiago de Mello e Hilda Hilst.
A encenação, dirigida por Marcelo Gianini, dura exatamente 50 minutos e é dirigida a todos aqueles que gostam de poesia ou interessados em literatura.

26 abril
Conversa de Livraria com Eduardo Sterzi e Tarso de Melo, editores da revista Cacto, falam da linha editorial da revista, que chega ao n° 2. Nas suas 200 páginas, encontram-se 12 poetas brasileiros; poesia traduzida (Paul Valéry, Rose Ausländer, Joan Navarro, Jorie Piñera, Marcel Proust, entre outros); um dossiê Poesia Argentina Contemporânea (organizado por Aníbal Cristobo) com Patricio Grinberg, Carolina Jobbágy, Hernán La Greca, Ximena May, Santiago Pintabona, Ensaios de Benedito Nunes, Ronald Polito, Vera Lins e Tarso de Melo e entrevistas com Age de Carvalho e Carolina Jobbágy

2003   03

7 maio
Quarta Cuca – Concerto com Violão-Câmara-Trio.
Em sua sétima edição, o Projeto Quarta Cuca traz Trio de violões.
Violão-Câmara-Trio, formado por Henrique Pinto, João Luiz e Douglas Lora, desde 1988, vem se apresentando em todo o Brasil. Seu disco, gravado no ano seguinte, foi considerado pelo maestro Júlio Medaglia, como o melhor disco de música instrumental do ano.
Seu amplo repertório, que vai da renascença ao século XX, com transcrições e obras originais, é interpretado com sonoridade orquestral, obtida com uma dinâmica brilhante e rica em nuances, valorizando cada momento da peça executada.
Sérgio Vasconcelos Corrêa, Edmundo Villa-Côrtes, Eduardo Escalante e Nilson Lombardi, são compositores que dedicaram obras ao Violão-Câmara-Trio. O grupo possui também um repertório de obras originais. Alaudistas e compositores violinistas contribuíram para este rico legado como: Mauro Giuliani, Ferdinando Carulli, L. Gragnani, J. K. Mertz, Ferenc Farkas, John Duarte, Nenéu Liberalquino, Paulo Bellinati entre outros. Este repertório transformou o Violão-Câmara-Trio num dos melhores grupos camerísticos do gênero.
No programa, compositores como J.S. Bach, A. Vivaldi, Claude Debussy; Hermeto Paschoal.

8 maio
Dança à Deriva – Performance com Sandro Borelli.
Estréia de “Dança à Deriva”, uma parceria com o CUCA (Centro Unificado de Cultura e Arte), que tem a coordenação de Solange Borelli.
O bailarino Sandro Borelli é o convidado desta estréia.
O projeto Dança à Deriva tem como proposta aglutinar artistas, criadores e intérpretes, para uma mostra de trabalhos coreográficos, disseminando o que há de mais criativo e ousado em Dança Contemporânea no Grande ABC, criando um espaço de ação e reflexão dessa linguagem. Consiste, num primeiro momento, em criar uma rotina mensal de apresentações artísticas de criações coreográficas elaboradas por artistas, deixando um espaço aberto para discussões após as apresentações. Num segundo momento, o projeto terá a tendência de ampliar-se no sentido de também oferecer espaço para apresentações de artistas de toda e qualquer região do Estado de São Paulo.
Dança à Deriva tem como prioridade a formação e a qualificação do artista da região, buscando superar equívocos teóricos e operacionais, vislumbrando uma estética enquanto identidade.

29 maio
Show de MPB, com Glau Piva.
Cantora, compositora, multiinstrumentista e professora de música. Estudou harmonia e improvisação com vários professores, entre eles José Smith e David Damarques. Completou 3 anos de estudo em música (teoria e violão erudito) na Fundação das Artes, em São Caetano do Sul, com acompanhamento prático do professor e produtor Gilberto Assis. Arranjou, produziu e dirigiu os trabalhos para a gravação do CD Inflamável, da Banda Esmalte Frito, da qual era vocalista, guitarrista e violonista. Todas as canções eram de sua autoria. Glau gravou uma de suas canções com Oswaldo Montenegro e uma canção de Belchior acompanhada ao piano pelo virtuoso jazzista David Costa. Há 2 anos em carreira solo, apresenta-se com um repertório variadíssimo. Em 2002, gravou seu primeiro CD que leva o seu nome. Produziu em parceria com Mario Bach, músicas de sua autoria e de autoria do seu parceiro de composição, Rui Ferreira.

11 junho
Quarta Cuca – concerto com o Quarteto Cinema Mudo.
Formado pelos músicos Paulo Barone (arranjo,violão e violoncelo), Natacha Neves (flauta transversal), Helena Piccazio (violino) e Itagyba Abondanza (violoncelo), o grupo lança o tema “Trilhas Sonoras” executando arranjos originais especialmente criados para sua formação. Através da flauta, do violino, do violoncelo e do violão, o público se sensibilizará, revivendo toda a emoção dos filmes que marcaram a história do cinema.
Com uma apresentação descontraída e bem humorada, o grupo procura romper com o conceito clássico de quarteto, trazendo uma instrumentação que mescla a orquestra com a música popular. No programa, músicas como Agente 86, do seriado homônimo, As Time Goes By, do filme Casablanca, Central do Brasil, do filme do mesmo nome.

12 junho
Dança à Deriva, com Lenira Rengel
Em sua 2a. edição, Dança à Deriva conta com a performance da bailarina, coreógrafa e professora Lenira Rengel, seguida de palestra e do lançamento do livro Dicionário Laban, de sua autoria. Dicionário Laban (Editora Annablume) é resultado de 22 anos de estudos da Teoria de Movimento de Rudolf Laban (1879-1958), importante artista/cientista da movimentação humana. No Brasil, Laban foi introduzido por Maria Duschenes e entre seus discípulos encontram-se J.C.Violla, Juliana Carneiro da Cunha, Denilto Gomes. Lenira Rengel reuniu em gênero dicionário, conceitos fundamentais da terminologia de Laban. A autora mescla a prática em sala de aula com a reflexão teórica, mostrando que ambas são indissociáveis.

13 junho
Primeira edição do projeto Cena Aberta, apresenta “Queen, a Rainha da Loucura”, texto inspirado no Elogio da Loucura de Erasmo de Rotterdam
O Projeto Cena Aberta é um núcleo da Estação Cênica do Cuca, que tem como objetivo principal oferecer uma programação teatral de qualidade e que atenda à demanda artística e cultural do ABC. Para isso, pretende desenvolver uma política de ocupação dos mais variados espaços para apresentações de espetáculos de Teatro, Dança, Circo, Ópera e Música. Uma vez por mês, sempre às sextas-feiras, companhias de teatro, se apresentam na Livraria Alpharrabio.
Nesta “Festa teatral”, o público é convidado a participar do aniversário de Queen, a Rainha da Loucura, que acontece em uma boate no último dia do ano 3000. Lá, compartilha as histórias da personagem ao som de música “disco”, vinho e dança.
A Companhia de Orquestração Cênica coloca em foco a necessidade do indivíduo-ator assumir a cidadania para conseguir um diálogo com o público que não seja apenas estético, mas, principalmente, ideológico. Dessa maneira a Companhia fala do homem de hoje, de questões como liberdade, violência, insanidade, incitando o questionamento social, onde o teatro surge como veículo estético que propicia um inesgotável campo para a discussão ética sobre a contemporaneidade e os temas que afligem o indivíduo. Texto e direção – César Ribeiro; ator – Sérgio Silva Coelho; produção executiva – Manoel Mesquita Jr.; fotos – Mônica Antunes; realização – Companhia de Orquestração Cênica e Cia do Escândalo.

2003   04

25 julho
A Companhia Espinha de Peixe apresenta… (espetáculo teatral).
Desde 1993, a Cia Espinha de Peixe vem aprimorando suas apresentações e se aprofundando na pesquisa sobre a Contação de Histórias. Originária de Santo André, conquistou seu público no Grande ABC, no interior do estado e na cidade de São Paulo, além do Rio de Janeiro.
Primando sempre pela crítica social, sua agudez e crueldade são encobertas pelo besteirol, pelo non-sense e pelo absurdo intrínseco nas suas histórias originalmente criadas por Rui Padoim e recheadas de contribuições picantes das atrizes Alessandra Brantes e Arlette Ferreira. Ultimamente, a Companhia vem sendo solicitada, pelo seu alto poder de comunicabilidade, para abordar assuntos mais realistas, como o panorama “7 Anos, 7 Cidades: Culturas”, da Livraria Alpharrabio, a “I e II Conferências de Cidadania e Direitos Humanos”, da Câmara dos Vereadores de Santo André, o “OP, Orçamento Participativo”, o “Seminário de Literatura e Memória”, entre outros. Nesta apresentação estão: Nem Tudo Que Se Deita Está Cansado, a famosa e estranha relação de um casal que mora isolado no alto de uma montanha, e Aqui Saliva Quem Primeiro Grita, a lenda de Matinta Pereira, uma bruxa que aterroriza os habitantes de um pequeno vilarejo.

7 agosto
Lançamento de Educação Inclusiva – movimento hip-hop, livro de Alexandre Takara.
Esta obra propõe-se a mostrar as contribuições do movimento hip-hop para a educação emancipadora e inclusiva (“a emancipação e a inclusão se farão pelo estabelecimento de conexões entre o que está isolado e desunido. A conexão leva à solidariedade e ao encantamento do mundo, pois ela aproxima pessoas, comunidades e instituições (como a escola). O elemento fundador é a empatia”).
Alexandre Takara é professor de Educação e Antropologia na UMESP – Universidade Metodista de São Paulo, mestre em educação e Secretário Adjunto de Cultura, Esporte e Lazer de Santo André.

16 agosto
Capítulos Contemporâneos de Filosofia.
Idealizado por Tarso de Melo e coordenado pelo prof. Luiz Paulo Rouanet, com base no livro Compêndio de Filosofia, o ciclo “Capítulos Contemporâneos de Filosofia”, desenvolvido em oito encontros quinzenais sobre alguns dos principais pontos do conhecimento filosófico, enfrentados de modo abrangente e sob ótica contemporânea (escolhidos entre os mais de 30 tópicos reunidos no livro, tratados sempre por especialistas em cada matéria), tem como orientação a leitura dos capítulos correspondentes, entretanto, sem se limitar à abordagem dada pelo livro.
Luiz Paulo Rouanet, nascido em 1964, é mestre e doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é professor na Pontifícia Universidade Católica de Campinas e na Universidade São Marcos. Além do livro-base do presente curso, traduziu diversas obras filosóficas e é autor de Rawls e o Enigma da Justiça (São Paulo: Unimarco, 2002), originalmente escrito como tese de doutoramento sobre o filósofo contemporâneo norte-americano.
Programação
16 de agosto – Introdução [panorama]
30 de agosto – Epistemologia [teoria do conhecimento]
13 de setembro – Metafísica
27 de setembro – Ética
11 de outubro – Estética
25 de outubro – Filosofia política e social
8 de novembro – Filosofia do Direito
22 de novembro – Filosofia da Religião

2003   05

23 agosto
Abertura do ciclo “Idéias de encontro”, com a palavra “Futebol, Psicanálise e Transgressão”, com o prof. Cláudio Bastidas.
Cláudio Bastidas é mestre e doutor em Psicologia pela PUC/SP, autor de Outra Beleza: estudo da Beleza para a Psicanálise e Perversão: psicanálise, futebol e subjetividade brasileira (ambos pela Editora Escuta, SP).
Professor, Supervisor Clínico e Orientador do Núcleo de Pesquisas do UNI-A (Centro Universitário de Santo André).
O Ciclo “Idéias de Encontro”, idealizado e coordenado por Marcos Sidnei Euzebio, conta mensalmente com um diferente convidado da área acadêmica e abordará temas contemporâneos de filosofia.

6 setembro
Conversa de Livraria com a profa Cremilda Medina (ECA-USP), seguida de autógrafos do livro Caminho do Café – Paranapiacaba: Museu Esquecido.
O Projeto São Paulo de Perfil, idealizado pela jornalista e professora titular da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Cremilda Medina, nasceu da tese de doutorado da pesquisadora – Modo de Ser, Mo’ Dizer –, defendida na USP, em 1986. No ano seguinte, começava a série de livros-reportagem concretizada no curso de Jornalismo da ECA. Até 1997, os estudantes de graduação do terceiro ano matutino e quarto ano noturno realizaram, como ato culminante das disciplinas cujo conteúdo foi alimentado pela pesquisa da linguagem dialógica, 21 exemplares da coleção, dois por ano, de 1987 a 1996 e um em 1997. Os exemplares seguintes foram realizados por alunos de pós-graduação e da disciplina Oficina de Narrativas da Contemporaneidade. A coleção trabalha com o inventário das migrações que fazem o atual perfil de São Paulo (o que, de certa forma, significa o perfil de identidades brasileiras), bem como procura tematizar os principais desafios do presente.
Se, de 1975 a 1986 foi obrigada, por motivos políticos, a se afastar da Universidade, por outro lado a profª. Cremilda ganhou em experiência jornalística ao se voltar integralmente para a profissão em um período de dez anos, quando trabalhou no jornal O Estado de S. Paulo. Já de 1986 até a presente data, ao retornar à USP, dedicou-se em tempo integral ao ensino e à pesquisa.

10 setembro
Lançamento do livro Os Estilos Literários e Letras de Música Popular Brasileira, de Nelson Antônio Dutra Rodrigues.
O autor propõe um debate entre duas artes desiguais: a erudita literatura e a música popular nacional. A expressividade estética de alguns compositores foi o ponto comum encontrado neste diálogo entre todos os movimentos literários – desde o classicismo até o modernismo – com a MPB.
Nelson Antônio Dutra Rodrigues transformou sua tese de mestrado na Universidade Presbiteriana Mackenzie neste compêndio, publicado pela Editora Arte & Ciência.

13 setembro
Lançamento do livro Cofre (Alpharrabio Edições), de Deise Assumpção, seguido de apresentação do grupo “Canto, Cordas e Percussão”, do Centro Experimental de Música do SESC Consolação, sob orientação de Solange Assumpção, com canções de Tom Jobim
“A poesia que vai neste Cofre de Deise Assumpção, primeiro livro da autora, afirma uma fala consciente: transparece que uma longa meditação sobre (e sob ) os versos aplaca quaisquer marcas de estréia . E em sua base está o jogo hábil de conter – sob palavras pensadas, linhas contidas, fôlego medido – o jorro da memória daquilo tudo que cruzou sua vida , não apenas os fatos marcantes , mas principalmente a alienação da rotina e dos encargos de mãe-mulher-professora, o que constitui uma densa matéria (…) para sorte dos invasores, o Cofre está aberto: basta trazer outra chave , aquela a que se refere a irretorquível pergunta de Drummond com que Deise Assumpção epigrafa apenas uma das valiosas peças de seu livro, mas que a todas elas protege.” – Tarso de Melo, no prefácio.
Deise Aparecida Martineli de Assumpção nasceu em Pirassununga – SP, e desde 1968 reside em Mauá, SP. Formada em Letras, com especialização em Literatura Brasileira, tem uma longa atuação no magistério, que vai desde a regência de classe na escola primária da zona rural até o ministrar aulas de Língua Portuguesa e Literatura no ensino fundamental e médio. Alguns de seus poemas constam de antologias, revistas e sites literários.
O grupo “Canto, Cordas e Percussão” é um trabalho de prática de conjunto com os alunos do Centro Experimental de Música do SESC Consolação, iniciado em 2003, que propõe o desenvolvimento de um repertório de música brasileira. Atualmente estuda composições de Tom Jobim.
O grupo é formado, neste semestre, por 12 vozes, um quarteto de cordas, 2 violões, 1 piano e percussão com arranjos específicos para esta formação. A orientação é de Solange Assumpção.

20 setembro
2a. edição de Idéias de Encontro – Podem a Ética e a Cidadania serem Ensinadas? por José Sérgio Fonseca de Carvalho.
Mestre e doutor em Filosofia da Educação pela USP, professor de Filosofia da Educação nos cursos de graduação e pós-graduação da FEUSP, coordenador do Projeto Direitos Humanos e Cidadania nas Escolas (FAPESP/ Cátedra USP/UNESCO). Autor da obra Construtivismo: uma pedagogia esquecida da escola (ArtMed, Porto Alegre).

2003   06

4 outubro
Lançamento do livro Vitrines da Cidade (Alpharrabio Edições), de Silvia Helena Passarelli, seguido de uma “Conversa de Livraria” com a autora.
“(…) Nas crônicas enfeixadas neste volume, Sílvia Passarelli reflete e faz refletir sobre a relação do cidadão com o lugar, recusando-se, no entanto, a aceitar esse não-direito à cidade. Ao contrário, incita, conclama o leitor a usufruir desse direito, através do conhecimento de sua própria história.” – da orelha do livro.
Silvia Helena Passarelli nasceu em São Paulo onde conviveu com as ruas da região da Sé, Ipiranga, Santo Amaro e Pinheiros.
Graduada em Arquitetura e Urbanismo, transferiu seu endereço residencial e sua atuação profissional para Santo André em 1985 e passou a desenvolver projetos nas áreas de desenvolvimento urbano e ambiental e pesquisas de história urbana e patrimônio cultural.

10 outubro
Show com Fernando Cavallieri.
O cantor e compositor Fernando Cavallieri, acompanhado ao piano por Mauro Cannalonga e na percussão por Fábio Azeitona, apresenta-se, neste show, para a gravação do CD “Fernando Cavallieri in Alpha…”, o segundo CD de sua carreira, o primeiro “ao vivo”.
No repertório, músicas inéditas de sua autoria, algumas em parceria (Léo Nogueira, Élio Camalle, Sonekka e Zé Eduardo Camargo) e também as já “famosas”, entre os iniciados, “He Man”, “Gênesis II” (c/ Adolar Marin) e “Ponta Negra”, além de “Isopor” de Élio Camalle e Kléber Albuquerque e “Nostalgia” de Ricardo Moreira.
O espetáculo conta com participação especial do cantor Sonekka, seu parceiro na música “La Sílvia” e do cantor Kléber Albuquerque.
Ficha Técnica:
Direção Musical: Fernando Cavallieri e Mauro Cannalonga
Produção: Ricardo Moreira
Técnica e gravação: Fegato (Gato Discos)
Iluminação: Marcos Lemes

11 outubro
Lançamento do livro Entretempo (Alpharrabio Edições), de Rosana Chrispim, seguido de leitura de poemas e participação especial do violonista Antonio Carlos Sarno, interpretando peças de repertório erudito, de compositores como Bach, Chopin, Segovia, entre outros.
O primeiro livro de Rosana, Semelhanças, foi editado em 1986. Antes e depois, publicou esparsamente diversos trabalhos em revistas e suplementos literários. Registrou, em conjunto com os demais poetas do Grupo Livrespaço de Poesia (1983/94), um pouco de sua produção nas coletâneas Livrespaço II (1984), Literatuando – Livrespaço III (1985), Subvertida Palavra – Livrespaço IV (1988), Sete Versus Sete (e se resolvermos falar de amor…) (1990). Mesmo com a mudança de endereço para Campinas no final de 1988 (onde reside atualmente), a atividade literária foi mantida, assim como o vínculo com Santo André. Foi uma das editoras da Revista Livrespaço (1992/93), que circulou no Brasil e no exterior, e foi agraciada em 1993 com o Prêmio APCA. Participou da coleção Poéticas, com a plaquete Poética da Essência (apenas 100 exemplares numerados), por Alpharrabio Edições, em 1996, selo pelo qual também publicou o volume da Coleção Micro, em 1998, com poemas então inéditos da autora, em homenagem aos seus 40 anos.

18 outubro
3a. edição do ciclo Idéias de Encontro, com o prof. Humberto Pereira da Silva sobre o tema “Riefensthal e Kazan: as nuances entre estética e política”. “A idéia é aproveitar as mortes de ambos e propiciar um debate sobre as fronteiras meio melindrosas que envolvem a idéia de obra de arte e de compromisso político.”
O prof. Humberto Pereira da Silva é mestre e doutor em Filosofia da Educação pela USP, professor da Faculdade de Filosofia da Universidade São Judas – SP, colunista da Revista Cinema.

11 novembro
Lançamento do livro Organização Doméstica – como organizar as tarefas domésticas de forma prática para conseguir excelência no lar, com economia e cuidado – de Luciana Rozatti (edição da autora).

14 novembro
Ambientalistas do ABC lançam livro histórico. ABC da Luta Ecológica, organizado por Virgílio Alcides de Farias e José Contreras Castilho – Movimento em Defesa da Vida do Grande ABC – MDV.
Tudo começou com Fernando Vitor em plena Ditadura Militar e, a partir daí, a luta dos ambientalistas do ABC, principalmente em defesa da represa Billings, não parou mais. Foram dezenas de ações radicais registradas pelos principais jornais do Brasil. Tudo isso está agora documentado em sua forma original e com dezenas de fotos desses atos que chegaram a paralizar o próprio Viaduto do Chá, quando esses ecologistas “malucos” despejaram centenas de quilos de peixes mortos sobre esse que é um dos cartões postais de São Paulo, no protesto mais fedorento de nossa história. Tudo em prol da Billings. Nesse livro, não poderia faltar a própria história da Billings e as maracutaias que sempre envolveram a Light, a madrasta da represa.

29 novembro
4a. edição do ciclo Idéias de Encontro: “A Antígona de Sófocles e os Direitos Humanos”, com a profa Gilda Naécia Maciel de Barros.
Professora de Filosofia e História da Educação Antigas nos cursos de graduação e Pós-graduação da FE-USP, autora de A Mulher Grega e Estudos Helênicos (Londrina, Ed. UEL, 1997), Platão, Rousseau e o Estado Total (SP, T. A. Queiroz, Editor, 1995), e Sólon de Atenas: A Cidadania Antiga (SP, Humanitas, 1999), entre outros.

5 dezembro
Estréia do filme Best Seller, no qual a própria Livraria Alpharrabio é parte do cenário
SINOPSE: Escritora de sucesso entra em crise profissional ao travar contato com uma mendiga que escreve compulsivamente. Ao se aprofundar nessa relação, vai ter revelada sua verdadeira identidade, bem como a da mendiga.
Com direção de Alex Moletta, o elenco é composto por Renata Moré, Leni Bedor, Rogério César e Simone Alessandra. O roteiro é de Adélia Nicolete; Fotografia de Celso Luz; Direção de Arte, André Okuma; Maquiagem e Produção, Sérgio Pires e Simone Alessandra. Still: Aurélio Fabiano. Realização: Fatídicos Vídeo Filmes. Duração de 18 minutos (Digital).

6 dezembro
Lançamento do livro Maiores e Menores (Alpharrabio Edições), seguido de Conversa de Livraria com o autor Caio Porfírio Carneiro.
“Em Maiores e Menores, Caio Porfírio Carneiro confirma as características de sua obra, apontadas pela crítica e pelos leitores: síntese, sutileza e sobriedade de linguagem.Embora seja também romancista, poeta, novelista e crítico literário, foi no conto que Caio se firmou há muito como um dos mais importantes representantes do gênero, conforme o leitor terá a oportunidade de conferir neste seu novo livro.” – Antonio Possidonio Sampaio, no prefácio.

About Dalila

Dalila Teles Veras, escritora, proprietária da Alpharrabio Livraria e Editora
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