Sábados PerVersos – a poesia em questão XIX – Potência da Poesia Feminina

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O 19° Encontro de Sábados PerVersos, contou com a coordenação de Lenir Viscovini que trouxe para discussão questões relacionadas a Feminino – Feminismo – Poesia, que teve por norte o título: Potência da Poesia Feminina. Lenir distribuiu aos presentes um texto de sua autoriza que inicia dizendo que “tentaremos abordar de maneira geral essa potência, mas a proposta que se baseou em outras coordenações e questões levantadas, deverá ter continuidade de pelo menos mais dois encontros, não necessariamente sequenciais. Isso porque olhando para a temática, temos muito a discutir sobre o assunto.” E tínhamos. E temos.

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Lenir coloca que “Assim como na filosofia, na ciência e nas artes em geral, o lugar das mulheres é o esquecimento, ou o segundo plano. Tentaremos mostrar que se existe ou não uma escrita feminina é tema de debate – e há controvérsias. O fato é que existem mulheres fazendo poesia (há tempos, como vimos em sábados PerVersos anteriores – e as que estão presentes aqui são o exemplo vivo disso).”

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Continua a socióloga e pesquisadora Lenir: “Essa poesia é potência justamente porque se auto-afirma, se define, escancara identidades e cultura (entendida aqui como todo um modo de vida). Neste aspecto é profundamente feminina ou feminista, mesmo quando nem se pretende ser, justamente porque não precisa”. Não precisa dizer que a discussão seguiu em clima de alta “potência”.

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“Nós falamos a partir do lugar que ocupamos. Dependendo desse lugar, expressamos nossa dor, nossa opressão, nosso desejo, nosso anseio por liberdade, e as formas de resistência que criamos, sejam quais forem (…) expressa “um lugar” que não é o mesmo, não é um “machismo”, mas uma forma de estar”.

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e segue em sua explanação, a Lenir: Há nomes consagrados como Cecília Meireles, Pagu, Hilda Hilst, Adélia Prado, Alice Ruiz, Ordes |Fontela… E tantas outras que, à frente do seu tempo, ousaram fazer poesia quando não eram autorizadas nem a estudar. Falamos das excluídas, quando a produção poética das mulheres se torna mais expressiva, diante da ressurgência da luta feminista e o início da desconstrução social de gênero. Ou das inúmeras jovens e nem tão jovens que, de lá para cá, vêm se aventurando na poesia e produzindo coisas importantes e fundamentais. Soltando a escrita que é também uma forma de voz!”

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A seguir leitura de poemas de Hilda Hilst, Alice Ruiz, Cecília Meireles, Sophia de Mello Breyner Andresen, Wislawa Szymborska, Silvia Plath, Ana Cristina Cesar, nomes conhecidos para fomentar o debate, Lenir também trouxe poemas e promoveu a audição de uma faixa de um CD de Karina Bruhr, poeta, compositora, que, na sua opinião, “expressa hoje uma interessante poesia feminina/feminista”.

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E mais tarde houvesse, mais falaríamos, mais discutiríamos…

O registro fotográfico, como sempre, é de Luzia Maninha

About Dalila

Dalila Teles Veras, escritora, proprietária da Alpharrabio Livraria e Editora
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