José de Souza Martins – “O Coração da Pauliceia ainda bate” – Apresentação e conversa de livraria

Lançamento do livro “O Coração da Pauliceia ainda bate”

JSMartins2017 06

O sociólogo José de Souza Martins, amigo desta casa, aqui retornou uma vez mais para apresentar um livro seu, o mais recente: “O Coração da Pauliceia ainda bate” e nos honrou com mais uma inesquecível Conversa de Livraria.
Falou da dificuldade de organização dos textos, ou seja, crônicas inéditas e crônicas baseadas em artigos sobre a cidade de São Paulo e a região metropolitana, publicados no caderno “Metrópole” do jornal O Estado de S. Paulo, durante nove anos, de 2004 a 2013 e no jornal Folha de São. A edição primorosa, segundo ele, chegou a muito bom termo, graças às exigências profissionais de Cecília Chagas, da Imprensa Oficial de SP.
Ler José de Souza Martins é ouvi-lo. O escritor fala com a mesma fluência e bom humor com que escreve suas crônicas. E foi com essa fluência que acompanha sua prodigiosa memória que manteve o atento grupo de admiradores encantado com seu olhar a metrópole, um olhar não só de especialista, pesquisador sociólogo que é, mas também o olhar do amador, no seu melhor sentido, daquele que percorre amorosamente as ruas da metrópole, desvendando sua história (suas histórias), apontando, como um bom guia, seu casario, sua arte pública e outros pormenores que os pedestres desconhecem por ninguém lhes ter contado e, em seu descuido apressado, também não são capazes de reparar.
São observações anotadas ao longo de 60 anos, tempo em que o escritor circula pela cidade e anota suas memórias e as transforma em verdadeira literatura.
Do material de divulgação da editora, lê-se:
“Não sou o transeunte distraído, que se deixa levar pelo acaso de trajetos. Mas faço de conta que me perco para melhor aprender com as ricas e muitas lições do acaso”, escreve Martins. Ele recolhe a cidade em várias fotografias e pedaços de papel anotados que guarda nos bolsos. “Busco depois informações documentais que me permitam aprofundar no tempo as constatações feitas na horizontalidade do espaço”, explica. “O tempo de São Paulo é uma superposição de idades.” E, a partir delas, a obra se divide em cinco capítulos: a São Paulo Colonial, o momento da passagem pelo século da Independência do Brasil, a São Paulo romântica, outra da Revolução de 1932 e da vida comum, e, por fim, a Pauliceia imaginária.
Desta forma, o escritor passeia pelo presente e por suas intersecções com o passado, palmilhando as ruas do Centro Velho, as antigas rotas de comerciantes, escravos, ouvindo seus sussurros, que ficaram em textos, em monumentos, em sacristias e presbitérios, em capelas, e também nas ruas, nas esquinas, nas praças, nos barulhos e silêncios. “O mestre da Sociologia vê a cidade com olhos de poeta”, completa o poeta Paulo Bonfim, a quem o livro é dedicado de forma especial. “A Pauliceia revive ora palpitante, ora melancólica, nas andanças evocativas do autor.” (dtv)

As imagens, como sempre, são de Luzia Maninha.

JSMartins2017 01

JSMartins2017 02

JSMartins2017 04

JSMartins2017 07

JSMartins2017 08

JSMartins2017 10

JSMartins2017 13

About Dalila

Dalila Teles Veras, escritora, proprietária da Alpharrabio Livraria e Editora
This entry was posted in Sem categoria. Bookmark the permalink.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>