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4 Responses to Poesia, diários, blogs, agenda – conversas

  1. Blogar é como um coral :) muitas vozes

    Possidónio com seu humor poderá dar-nos intensas histórias

    abraços
    Constança

  2. Nathália says:

    Olá, peço que, se possível, divulgue o site do poeta Ulisses Tavares (www.ulissestavares.com.br) em seu blog.
    Mandando um email para nós você concorre a um livro por semana do escritor!
    Desde já agradeço a gentileza.

    Abraços!

  3. Jurema Barreto de Souza says:

    Dalila, Pois é, tomei vergonha e naveguei pelo seu site, pelo blog e pelo site do Alpha. Haja fôlego menina. Pois é, como a gente não pode fazer (e vender) livros aos milhões, embora seja muito mais instigante, vamos usar e abusar dos canais virtuais para atingir o leitor.Um poema e um livro são sempre novos para quem não os leu, então mãos à obra.Seus textos são ótimos. Algumas vezes temo soltar meus bichos, porque escrever dói, mas, como diria a Francis, se a gente não sofrer a gente não escreve. Beijão. Jurema”

  4. Deus queria Manoel

    “Poesia é voar fora da asa”
    Manoel de Barros

    Os nomes foram secando no quaradouro abissal, virando palavras alvas, limpas do suor de Deus.
    Caladas na espatifação das pedras repisadas,
    rumores no estômago dos trovões
    ou lacustres,
    quando repetiam em círculos crescentes a sintaxe das coisas nominadas.

    Deus queria soprar os delírios do verbo no ventre da mulher
    que parisse Manoel
    e assim ordenou que fosse feito:

    - Revele-se a Manoel a inquietação das palavras e que lhe seja permitido desinventá-las, até que não reste nome sem descomeço, nem dentro nem fora nem em cima nem em baixo nem antes nem depois da onisciência.

    Manoel lagartixa espiava tudo de olho encapado.
    De nome não carecia. Nem de Deus carecia.
    Piscava o mundo revirando em bolhas.
    Reslumbres no escuro das palavras uterinas.

    Quando veio ao mundo chamou de fogaréu a cara incendiada da parteira.
    De fome chamou o peito túrgido. De vida
    voltar, se desfazendo em nadas.

    Tanta coisa desnomeada Manoel achou no mundo que deu para refazer o batismo de Deus.

    Então foi sendo o poeta Manoel de Barros, podendo dar às pedras costume de flor e se quisesse achar a palavra abelha era só abrir a palavra abelha e entrar dentro dela, descobrir parecença,
    untá-la no mel que nem Ele conhecia.

    Era o poeta Manoel de Barros que Deus queria!

    Amaral Cavalcante