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7 Responses to Troca de palavras

  1. Isa says:

    Foi… mas volte…
    Tenha paciência, foi predestinada a dividir viagem connosco

    As palavras
    São como um cristal,
    as palavras.
    Algumas, um punhal,
    um incêndio.
    Outras,
    orvalho apenas.
    Secretas vêm, cheias de memória.
    Inseguras navegam:
    barcos ou beijos,
    as águas estremecem.
    Desamparadas, inocentes,
    leves.
    Tecidas são de luz
    e são a noite.
    E mesmo pálidas
    verdes paraísos lembram ainda.
    Quem as escuta? Quem
    as recolhe, assim,
    cruéis, desfeitas,
    nas suas conchas puras?

    Eugénio de Andrade

  2. Constança says:

    Poema de Dalila Teles veras

    Paisagem

    Regressar
    porque se é partida e fuga
    e sempre deixamos alguém à espera
    É rocha e água este tempo
    de areias difusas a paisagem
    represada na garrafa

    http://dalila.telesveras.nom.br/PoesiasdolivroAjaneladosdias.htm

    E o gênio à espera
    à espera
    de caridosas mãos que o desarrolhem
    e o tornem eterno e faça-se a história

    Que são os anos para quem
    vive sob permanente encantamento?
    Que é da existência
    quando desfeita a paisagem?

  3. Isa says:

    Este é o poema do Amor

    Este é o poema do amor.
    O poema que o poeta propositadamente escreveu
    só para falar de amor,
    de amor,
    de amor,
    de amor,
    para repetir muitas vezes amor,
    amor,
    amor,
    amor.
    Para que um dia, quando o Cérebro Electrónico
    contar as palavras que o poeta escreveu,
    tantos que,
    tantos se,
    tantos lhe,
    tantos tu,
    tantos ela,
    tantos eu,
    conclua que a palavra que o poeta mais vezes escreveu
    foi amor,
    amor,
    amor.
    Este é o poema do amor.

    António Gedeão
    ……………………

    Mas também pode escrever sobre outra coisa que mais lhe aprouver.
    Pode ser sobre (des)ilusão, ou mesmo a falta de “pão”, pode até ser apenas para me quedar, pode ser tudo menos esta “distância”.

  4. Constança says:

    Dez réis de esperança

    Se não fosse esta certeza
    que nem sei de onde me vem,
    não comia, nem bebia,
    nem falava com ninguém.
    Acocorava-me a um canto,
    no mais escuro que houvesse,
    punha os joelhos á boca
    e viesse o que viesse.
    Não fossem os olhos grandes
    do ingénuo adolescente,
    a chuva das penas brancas
    a cair impertinente,
    aquele incógnito rosto,
    pintado em tons de aguarela,
    que sonha no frio encosto
    da vidraça da janela,
    não fosse a imensa piedade
    dos homens que não cresceram,
    que ouviram, viram, ouviram,
    viram, e não perceberam,
    essas máscaras selectas,
    antologia do espanto,
    flores sem caule, flutuando
    no pranto do desencanto,
    se não fosse a fome e a sede
    dessa humanidade exangue,
    roía as unhas e os dedos
    até os fazer em sangue.

    poema de António Gedeão
    1906/ 1997 Portugal

  5. Isa says:

    As palavras do poeta

    Gosto das palavras
    daquele poeta

    Gosto dos sons
    daquelas palavras
    sem as querer

    Gosto dos movimentos
    daquelas letras
    que pedalam
    no meu coração aquecido
    pelas suas melodias
    Atreladas à doçura
    na minha vida
    de barulhos e silêncios

    Gosto daquele poeta

    Constança Lucas
    ……………………………….

    Pelo prazer de gostar do mesmo gosto, registe-se e promulgue-se sua criação.

  6. Constança says:

    Obrigada Isa, não sei onde mora, mas more onde morar obrigada por me colocar em tão boa companhia.

  7. Isa says:

    Olá Constança

    Moro pertinho, pertinho. É só atravessar esse grande mar que nos uniu, esse pequeno mar que nos separa e chega àquele fantástico País solarengo e acolhedor que tb é seu. Felicidades

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