Alpharrabio 25 anos – festa

A Festa do meio quarto de século do Alpha pelas lentes de Luzia Maninha, José Carlos Vitor dos Santos e Wilson Rodrigues. Festa do mundo da cultura. Festa de gente que nutre por este espaço um sentimento de pertença e cumplicidade. Um momento para guardar. dtv

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Imagens José Carlos Vitor dos Santos

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Imagens Wilson Rodrigues

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RD – Repórter Diário

Alpharrabio comemora 25 anos de pertencimento cultural

Tempos de perdas industriais e ganhos culturais; um local adequado para reunir poetas e interessados em cultura, partilhar e discutir ideias e projetos, um espaço para (con)vivência. É desta forma que Dalila Teles Veras e Luzia Maninha Teles Veras, fundadoras da Alpharrabio Livraria e Editora, em Santo André, falam sobre os 25 anos da casa e seu papel de inserção da atividade literária na região. Para comemorar o jubileu de prata, a livraria inaugurou a exposição Alpharrabio: Um Quarto de Século na Casa do Infinito.
Dividida em um muro de lambe-lambe, com imagens digitalizadas, a mostra gratuita conta por meio de documentos, objetos, livros e matérias publicadas a história da livraria. Idealizada por Luzia Maninha Teles Veras e com montagem assinada por Zhô Bertholini, a instalação tem paredes repletas de recortes de documentos da trajetória do espaço.
A casa pintada de cor-de-rosa e adaptada com prateleiras foi inaugurada em 1992, como uma pequena livraria com acervo inicial de 2 mil títulos. Hoje com 10 mil e premissas baseadas em sonhos e ansiedades, o espaço abre caminhos, ganha força e, além de sebo, editora, local de exposições, é principalmente local de estudo, fomentadora cultural e ponto de encontro de escritores, poetas, músicos, compositores e amantes de arte.
Apesar de ter ultrapassado as fronteiras da região com reunião de publicações de mais de 50 autores, entre eles Fabiano Calixto, Alexandre Takara, Tarso Melo e Hélio Neri, Dalila conta que o resultado do espaço é em decorrência do encontro de pessoas interessadas na atividade cultural. “Quando chegamos não havia qualquer espaço na cidade nem na região para fazer o que viemos fazer, aberto ao pensamento, veiculação de ideias, um espaço de debate constante”, conta. Ao longo de todo este tempo, diz, foi-se estabelecendo entre os frequentadores um sentimento de camaradagem e, sobretudo, de pertencimento que faz do Alpha a segunda morada dessas pessoas.
Em um mundo onde tudo tem quase obrigação de ser grande comercialmente, Dalila (foto) considera a Alpharrabio nanica. “Assumimos a posição como afirmação contra corrente, e queremos continuar assim, cumprindo papel único na região, não queremos ser mega. A Alpharrabio foi pensada desde o início para ser um sustento para a atividade cultural na região, nunca sustentou, me considero uma empresária fracassada, mas não importa, porque temos um acervo de qualidade”, reitera ao lamentar o compromisso dos grandes grupos apenas com o lucro no comércio de livros e não com a cultura.
Jorge Amado
Ao olhar para trás, Dalila faz questão de destacar a inauguração da escultura de dois metros em homenagem ao escritor brasileiro Jorge Amado, em dezembro de 2002, que contou com a presença de familiares do autor e que parte da comemoração de uma década da livraria. A escultura do artista plástico Ricardo Amadasi faz parte do acervo da livraria e fica no pátio interno que dá acesso à sala de múltiplo uso, onde são realizadas atividades culturais e debates permanentes. “Temos independência crítica e discutimos até política pública no Alpha, um espaço de utilidade pública”, comenta a diretora do Alpharrabio, que já publicou mais de 150 títulos de 50 autores, a maioria da região.
Dalila diz que a inauguração da escultura e outros eventos culturais, registros e histórias do ABC podem ser encontrados no livro Alpharrabio 12 anos: uma história em curso, escrito também por Luzia Teles Veras. Também em discussão de ideias, valorização da memória e materiais inéditos, o Alpharrabio conta com o ABCs-Núcleo de Referência e Memória, acervo da cultura da região disponibilizado na editora localizada na rua Eduardo Monteiro, 151, jardim Bela Vista, em Santo André.
(Colaborou Amanda Lemos)

Jornal Repórter Diário

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Alpharrabio 25 anos – notícias 3

Alpharrabio faz aniversário
por Vinicius Castelli

“Como diria o poeta espanhol Antonio Machado, o caminho foi feito ao andar. Andamos com determinação e os caminhos foram abertos”, diz Dalila Teles Veras, criadora e responsável pela Alpharrabio Livraria e Editora (Dr. Eduardo Monteiro, 151. Tel.: 4438-4358), em Santo André. O espaço celebra 25 anos com festa. Para comemorar, abre hoje, às 11h, a exposição Alpharrabio: Um Quarto de Século na Casa do Infinito, que mostra, por meio de imagens, livros e objetos a trajetória do local. A idealização da exposição é de Luzia Maninha Teles Veras e a montagem é assinada por Zhô Bertholini. A entrada é gratuita.

Quando tudo começou, em 1992, o que parecia ser uma pequena livraria com acervo de cerca de 2.300 títulos – hoje são aproximadamente 10 mil – foi ganhando força, a estrada se fez real, foi construída e, hoje, a Alpharrabio é, além de sebo, editora, local de exposições e troca de ideias, ponto de encontro de amantes das artes em geral e fomentadora cultural. Tanto que serve também de ponto de encontro de escritores, poetas, músicos, pessoas do teatro, cinema, compositores e amantes das artes no geral.

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Dalila conta que a Alpharrabio ter se tornado também editora não foi propriamente uma escolha, mas o resultado de determinadas circunstâncias. “Em decorrência do encontro permanente de pessoas interessadas em literatura, a efervescência artístico-cultural instalada, fez-se urgente a criação de uma editora que desse conta de registrar e divulgar a notável produção literária e do pensamento ao redor.”

Seguramente já foram publicados pelo selo mais de 50 autores e entre 150 e 200 títulos. Entre os nomes estão Fabiano Calixto, Alexandre Takara, a própria Dalila, Antonio Possidonio Sampaio, Hélio Neri e Tarso de Melo, entre tantos outros.

O escritor e poeta andreense Zhô Bertholini é um dos frequentadores assíduos do espaço. Conheceu a Alpharrabio em 1993, por comemoração do Centenário de Mário de Andrade. Entre as coisas que o local acrescentou em sua vida estão “amizade, cumplicidade e principalmente o convívio com os afins de uma cultura alternativa e verdadeira”, diz.

Jurema Barreto de Souza, escritora e poeta, além de criadora da revista A Cigarra, ao lado de Zhô, também está sempre na Alpharrabio. Para ela, o local abriu suas portas para as artes. “E também para a discussão de ideias, a valorização da memória com o ABCs – Núcleo de Referência e Memória, um acervo fantástico. Não se pode falar da Cultura em Santo André sem passar pela Alpharrabio.”

Professor e escritor Alexandre Takara considera o lugar sua morada. “Lá me encontro com meus amigos e estabelecemos papos sobre literatura, filosofia, política, sociologia e antropologia. Mergulhamos, fundo, nas discussões”, afirma ele.

Com dois livros lançados pela editora, Fabiano Calixto conta que a livraria foi de importância sem tamanho não só para os rumos de suas leituras e escrita, mas de sua vida. “Realmente esse contato com as pessoas dali, com as ideias que ali circulavam, me colocou em estado de êxtase intelectual e criativo, o que clareou alguns caminhos e me ajudou a optar por certos rumos”, diz.

A Alpharrabio também faz parte de diversas fases da vida da dramaturga de Ribeirão Pires Adélia Nicolete. “Solteira, casada, mãe, autora, leitora, amiga. E assim eu também conheci as várias faces do local”, explica. Para ela, lá as ideias não só circulam, mas fermentam. Tarso de Melo, poeta, também tem relação de amor com o local. Aliás, para ele, a casa é “obra aberta feita com a colaboração de infinidade de artistas e públicos de perto e de longe”, afirma.

Para Dalila, entre as contribuições da Alpharrabio, a maior delas é o pensar. “E digo, sem nenhum exagero, que a esmagadora maioria das cabeças pensantes, da inteligência do Grande ABC ali passou e contribuiu para isso.” Para o futuro ela não espera nada. Apenas repete a ideia do começo desta reportagem: “Os caminhos estão sempre por abrir”.

Diário do Grande ABC

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Alpharrabio 25 anos – notícias 2

ABCD Maior:

Neste mês de fevereiro, a Livraria e Centro Cultural Alpharrabio completa 25 anos de intensa vida cultural em Santo André. As atividades, que já ultrapassaram a casa do milhar – metade delas registradas no livro Alpharrabio 12 Anos – uma história em Curso – não se limitaram às apresentações artísticas, mas também à inserção na vida cultural da cidade e da Região, através de debates e ações culturais, bem como de cobrança de políticas públicas.

Para celebrar o aniversário, está marcada uma festa para o próximo sábado (04/02), às 11h. Como o aniversário da casa, desde a inauguração, é comemorado sob o signo das chuvas, típicas da época, que, via de regra, escolhem o final do dia para cair, a organização optou, de alguns anos para cá, comemorar pela manhã.

De acordo com Dalila Teles Veras, poeta à frente da Alpharrabio, a festa, como sempre, será revestida de significados simbólicos. “Sem contar o significado deste quarto de século, marca pouco comum na história de livrarias e espaços culturais independentes, nota-se outro fato, ou seja, ao longo de todo este tempo, foi-se estabelecendo entre os frequentadores, um sentimento de camaradagem e, sobretudo, de ‘pertencimento’ que faz do Alpha o lugar, a segunda morada dessas pessoas.”

25 anos em imagens, livros e objetos

Na mesma ocasião, acontece a abertura da exposição “Alpharrabio: um quarto de século na casa do infinito”, de Luzia Teles Veras. A exposição contará, através de imagens, livros e objetos, a história desses 25 anos e ocupará, além de várias paredes expositivas no interior da livraria, algumas vitrines, bem como o muro externo, que já se tornou um espaço tradicional de arte pública, com a técnica de lambe-lambe.

As imagens, a pesquisa e a concepção da exposição é de Luzia ‘Maninha’ Teles Veras, que, desde o início da livraria, ao lado de Dalila Teles Veras, abarcou o projeto do Alpharrabio e a ele se dedica com empenho e verdadeira paixão. Socióloga de formação, fotógrafa e gráfica amadora de vocação. Possui um acervo fotográfico com milhares de imagens da Alpharrabio e vem se dedicando à confecção de livros artesanais que compõem uma significativa parte do catálogo das Edições Alpharrabio, dedicada à produção literária local.

Do catálogo próprio já constam mais de 40 escritores e cerca de 200 títulos. Para a exposição e montagem, Luzia contou com a colaboração do poeta e artista visual Zhô Bertholini, há anos, parceiro e colaborador voluntário do Alpharrabio.

“Isso não é pouco, isso (re)significa e reforça a importância do ‘lugar de estar’, do ‘lugar de partilhar’, do ‘lugar de criar’, do ‘lugar de debater’, do ‘lugar de praticar alteridades’. Como os significados são simbólicos, será preciso ali estar para poder percebê-los”, acredita a equipe da Alpharrabio. “E aqueles que ali estarão certamente saberão distinguir esses significados, representados nas marcas deixadas por centenas de artistas, escritores e pensadores que fazem parte dessa bonita história de resistência cultural.”

Exposição Alpharrabio – Um quarto de século na casa do infinito
Abertura: Sábado (04/03), na Livraria Alpharrabio (rua Dr. Eduardo Monteiro, 151, Jardim Bela Vista, Santo André).

Entrada Franca.

Informações: 4438-4358.

Link para a matéria: AQUI

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Alpharrabio 25 anos – primeiras notícias

Festa e exposição marcam os 25 anos do Alpharrabio
Por Vivian Silva

Em fevereiro, o Alpharrabio Livraria e Editora completa 25 anos de atividades. O local é também um centro cultural, no qual são promovidos debates para fomentar políticas públicas, além de ações artísticas. Para comemorar o aniversário está programado em 4 de março uma festa que ocorrerá, a partir das 11h, nas dependências da livraria, com entrada gratuita. No dia, haverá ainda a abertura da exposição Alpharrabio – Um quarto de século na casa do infinito.

Local é também um centro cultural | Foto: Luzia Maninha Teles Veras
De acordo com a escritora e fundadora do Alpharrabio, Dalila Teles Veras, a mostra sintetizará esses 25 anos de história, por meio de imagens, livros e objetos. Ela ressalta ainda que haverá “paredes expositivas, algumas vitrines, bem como o muro externo, que já se tornou um espaço tradicional de arte pública, com a técnica de lambe-lambe”.

A exposição leva a assinatura de Luzia Maninha Teles Veras – cunhada de Dalila – responsável pela concepção e imagens da mostra. Luzia atua no local, desde o início das atividades. Para a montagem desta exposição, ela contou com a colaboração do poeta Zhô Bertholini, que é parceiro da livraria há muitos anos.

Para Dalila, celebrar 25 anos de atividades é “sem falsa modéstia, a certeza de que trilhamos um caminho que está inserido na história da cultura da região”. Pelo local já passaram artistas, escritores, músicos e pensadores, que deixaram “registradas suas marcas”, afirma a fundadora.

Além disso, a escritora antecipa a revista Dia Melhor a possível publicação de um segundo livro sobre a história da Alpharrabio. “Os primeiros 12 anos foram registrados no livro ‘Alpharrabio 12 anos, uma história em curso’ (Alpharrabio Edições, 2014)… Decorridos 13 anos, já temos material suficiente para um segundo volume tão alentado quanto aquele”, finaliza Dalila.

O Alpharrabio Livraria e Editora fica na Rua Dr. Eduardo Monteiro, 151, no Jardim Bela Vista, em Santo André. Tel.: 4438-4358.

Para visualizar a matéria no blog, clique no link abaixo:

Aqui

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Sábados PerVersos – a poesia em questão XIX – Potência da Poesia Feminina

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O 19° Encontro de Sábados PerVersos, contou com a coordenação de Lenir Viscovini que trouxe para discussão questões relacionadas a Feminino – Feminismo – Poesia, que teve por norte o título: Potência da Poesia Feminina. Lenir distribuiu aos presentes um texto de sua autoriza que inicia dizendo que “tentaremos abordar de maneira geral essa potência, mas a proposta que se baseou em outras coordenações e questões levantadas, deverá ter continuidade de pelo menos mais dois encontros, não necessariamente sequenciais. Isso porque olhando para a temática, temos muito a discutir sobre o assunto.” E tínhamos. E temos.

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Lenir coloca que “Assim como na filosofia, na ciência e nas artes em geral, o lugar das mulheres é o esquecimento, ou o segundo plano. Tentaremos mostrar que se existe ou não uma escrita feminina é tema de debate – e há controvérsias. O fato é que existem mulheres fazendo poesia (há tempos, como vimos em sábados PerVersos anteriores – e as que estão presentes aqui são o exemplo vivo disso).”

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Continua a socióloga e pesquisadora Lenir: “Essa poesia é potência justamente porque se auto-afirma, se define, escancara identidades e cultura (entendida aqui como todo um modo de vida). Neste aspecto é profundamente feminina ou feminista, mesmo quando nem se pretende ser, justamente porque não precisa”. Não precisa dizer que a discussão seguiu em clima de alta “potência”.

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“Nós falamos a partir do lugar que ocupamos. Dependendo desse lugar, expressamos nossa dor, nossa opressão, nosso desejo, nosso anseio por liberdade, e as formas de resistência que criamos, sejam quais forem (…) expressa “um lugar” que não é o mesmo, não é um “machismo”, mas uma forma de estar”.

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e segue em sua explanação, a Lenir: Há nomes consagrados como Cecília Meireles, Pagu, Hilda Hilst, Adélia Prado, Alice Ruiz, Ordes |Fontela… E tantas outras que, à frente do seu tempo, ousaram fazer poesia quando não eram autorizadas nem a estudar. Falamos das excluídas, quando a produção poética das mulheres se torna mais expressiva, diante da ressurgência da luta feminista e o início da desconstrução social de gênero. Ou das inúmeras jovens e nem tão jovens que, de lá para cá, vêm se aventurando na poesia e produzindo coisas importantes e fundamentais. Soltando a escrita que é também uma forma de voz!”

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A seguir leitura de poemas de Hilda Hilst, Alice Ruiz, Cecília Meireles, Sophia de Mello Breyner Andresen, Wislawa Szymborska, Silvia Plath, Ana Cristina Cesar, nomes conhecidos para fomentar o debate, Lenir também trouxe poemas e promoveu a audição de uma faixa de um CD de Karina Bruhr, poeta, compositora, que, na sua opinião, “expressa hoje uma interessante poesia feminina/feminista”.

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E mais tarde houvesse, mais falaríamos, mais discutiríamos…

O registro fotográfico, como sempre, é de Luzia Maninha

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(a)massa crítica II, performance Mariana Vilela

Dentro do projeto “Arte Contemporânea para o Alpharrabio”, idealizado por Cristina Suzuki, que também atuou como curadora, realizou-se no 17.09.16 a segunda Performance de (a)massa crítica, com Mariana Vilela, uma vez revestida de significados em relação ao livro e ao local.

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O pão foi repartido, a massa crítica e a consciência artística e livresca também.

Imagens: Luzia Maninha

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Sábados PerVersos XVIII – Herberto Helder por Diogo Cardoso

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O XVIII Encontro de Sábados PerVersos foi coordenado por Diogo Cardoso, poeta que estreia em livro com “Sem lugar a voz” (Dobra Editorial, 2016)

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Relato do encontro, pelo próprio Diogo:

Sobre minha abordagem, parti do ponto de vista não de um especialista, mas de leitor e de alguém que escreve. Procurei nas obras de Herberto possíveis procedimentos que podiam ser aproveitados por outros poetas – daí a considerar Herberto como inventor, segundo tipologia de Ezra Pound.

Para isso, li poemas em que o poeta faz releituras de outros poetas ou obras. Utilizei os textos Tríptico I, em que glosa Camões em seu Transforma-se o amador na coisa amada; Nesse mesmo plano, utilizei o poema “Máquina de emaranhar paisagens” em que o poeta funde textos vários e os transforma. Metamorfose.

Depois abordei as antologias. Tal como Jerome Rothenberg, poeta norte americano, Herberto também fez antologias em que mesclava poetas modernos e cantos de diversas etnias. Desta li um poema dos Índios Comanches, feito apenas de fonemas não semantizados, e dos Dincas, do Sudão. Ambos estão no livro “As magias”.

Em seguida, li ‘As musas cegas” e a “Elegia múltipla” para fazer a ponte com “Elegia cega” do Rafael Gombez, no seu livro “Aonde o corpo se põe” (Patuá, 2015).

Os poemas que citei acima encontram-se no livro “Poesia toda”.

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Registro fotográfico por Luzia Maninha

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(A)massa crítica – performance de Mariana Vilela

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O projeto “Arte contemporânea para o Alpharrabio”, idealização e curadoria de Cristina Suzuki, em sua terceira etapa, promoveu a performance de Mariana Vilela “(A)massa crítica”.

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Pão, livros, leitura… Arte. A performance de Mariana Vilela no Alpha, reuniu esses elementos e remeteu a memórias gustativas ancestrais.

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a manhã de sol e frio, o pão e as leituras ininterruptas, levedura e alimentos, duras horas e meia de espera e fruição.

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Pão com manteiga, pão com conversa, pão com conversas, pão com arte… PÃO para todas as fomes

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Ao final, fomes mitigadas, a conversa, retomando as leituras.

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Imagens: Luzia Maninha

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Perto do coração o mar se levanta, novo livro de Conceição Bastos

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A noite fria de agosto não atrapalhou nem um pouco, pelo contrário, aconchegou ainda mais o clima fraterno e as muitas conversas no bate-papo em torno do novo livro de Conceição, “Perto do coração o mar se levanta”

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Após a conversa, os autógrafos:

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Após os autógrafos, o brinde (para aquecer e aconchegar ainda mais)

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“Os poemas de Conceição Bastos são como veios abertos escarafunchando memórias próprias e alheias. Perto do coração o mar se levanta estabelece um diálogo muito delicado com Diário de uma mulher em rota de chuva, livro de estreia de Conceição. Se ali a forma de falso diário provocava o mergulho na intimidade ensaiada, ficcional, de uma fala em busca de personagem, agora os poemas são a persona de uma dicção que se desnuda nas páginas, em suas múltiplas facetas.” escreveu o poeta Reynaldo Damazio, também seu editor, na apresentação do livro.

Registro fotográfico de Luzia Maninha

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