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PROGRAMAÇÃO


junho DE 2019


08 de junho
sábados perversos


28 de junho
lançamento


 

JUNHO


8 de junho (sábado) 10h30

 

8 de junho de 2019 (sábado) – das 10h30 às 13 horas

"Sábados PerVersos – a poesia em questão"

 

A coordenação deste sábado estará a cargo de Deise Assumpção que propõe a seguinte abordagem:

“A partir de reflexão sobre parte do capítulo O RITMO, de O Arco e a Lira, de Octavio Paz, proceder a uma leitura crítica dos poemas Anoitecer (Raimundo Correia), Cão sem Plumas – trecho (João Cabral de Melo Neto) e Ao norte da memória (Tarso de Melo)”.

 

 

"Sábados PerVersos - A Poesia em Questão", projeto de leitura crítica de poesia entra no seu quarto ano. Os encontros mensais ocorrem interumptamente desde novembro de 2014, contando sempre com um grupo interessado e interessante de pessoas que leram, discutiram, promoveram, escreveram e publicaram poesia.  É, sem dúvida, nosso projeto mais exitoso dos últimos anos.

Informamos que a partir de agora, por problemas de acerto de agenda da livraria, os encontros passam a ocorrer no primeiro sábado de cada mês. No resto, o formato e o horário são os mesmo. Um coordenador diferente para cada encontro e entrada franqueada a qualquer interessado, sem nenhum pre-requisito.





28 de junho (sexta-feira) 19h

 

LANÇAMENTO

 

TEMPO EM FÚRIA” de

DALILA TELES VERAS

 

RESENHA EM FORMA DE CONVITE, por Tarso de Melo

TEMPO EM FÚRIA
 

Um livro de combate e afeto, um livro de uma poeta que combate – não só com poemas! – na defesa de seus afetos: é disso que se trata “Tempo em fúria”, nova coletânea de poemas que Dalila Teles Veras lança na próxima sexta, 28/6, a partir das 19h, na livraria Alpharrabio, em Santo André. A edição foi feita para a 45ª Feira do Livro Funchal, ocorrida no mês passado, na cidade natal da poeta, em que ela esteve para falar sobre sua poesia (desde sempre tão brasileira e tão enraizada na Ilha da Madeira!), mas também para estender até Portugal os gritos de resistência que temos dado por aqui.

O livro reúne 22 poemas não apenas escritos nos últimos anos, mas que reagem à turbulência do nosso noticiário político, trazendo a força solar de Marielle Franco e as presenças trevosas desses homens que agora ocupam as principais cadeiras do poder neste país e tudo que os cerca. Além da série principal, o livro tem ainda um encarte com poemas que falam de outros adoecimentos: “uma estação no purgatório”.

Quando li pela primeira vez os poemas que agora formam “Tempo em fúria”, que ainda não tinha esse nome e essa forma (chamava-se “Tempo em fuga, tempo em fúria” e os poemas estavam distribuídos de outra maneira), peguei toda a liberdade e cara-de-pau que esses anos de amizade me deram e escrevi para Dalila o seguinte:

 “Que belo conjunto de poemas. [...] acho que falta um poema (e esse é meu palpite mais corajoso): um poema em que o ‘tempo em fuga’ (o tempo do corpo, no corpo, a velhice, o adoecimento, a despedida – ou o medo dela – quanto às pessoas mais queridas etc.) e o ‘tempo em fúria’ (o tempo da política, a política em decrepitude) se fundam. A leitura dos poemas que estão no livro me levou a pensar nesse outro poema, não escrito, mas a meu ver bastante insinuado. Sei que não é acaso que você tenha reunido num mesmo livro esses ‘dois’ tempos, porque, na verdade, eles são um único tempo, em que pesa no corpo o que não é do corpo, em que a decrepitude da política se revela em paralelo à decrepitude do corpo (os órgãos, os dentes, a dor e a morte se insinuando aqui e ali). Daí que pensei que no livro isso podia funcionar ainda mais intensamente numa seção única, em que os poemas inclusive se misturassem, algo assim. O poema para Marielle talvez tenha me dado essa ideia com mais clareza, porque, no caso dela, a morte do corpo e a morte política se fundem totalmente. Penso em seu livro, inclusive, como uma homenagem para ela, de alguma maneira. A ideia da sociedade política como corpo já foi bastante explorada, claro, não apenas como metáfora cara aos poetas, mas inclusive aos cientistas sociais etc., mas a poesia, a boa poesia, como a do seu livro, é sempre capaz de escarafunchar o novo nos terrenos mais conhecidos. A ideia do adoecimento cruzando todos os poemas – do corpo ao país, do país ao corpo – é muito forte e dá uma consistência incrível ao conjunto. Enfim, com este misto de comentário e ‘palpitário’, aplaudo seu livro, feliz ao saber que vai brotando poesia desses dias amargos”.

Besteira minha pedir mais um poema, um poema que amarrasse as linhas que eu via cruzar aqueles inéditos. Besteira e vontade de ler mais, mas já estava tudo ali. A mão precisa de Dalila já havia tecido mais um conjunto primoroso de poemas: coeso, justo, corajoso. Então, se solto um pouco esse lindo objeto que Luzia e Isabela somaram ao catálogo da Alpharrabio Edições, é para aplaudir ainda mais a poesia vermelha por trás dessa capa vermelha que, de fato, nos ajuda a enfrentar o amargo dos dias.

 Um poema do livro tempo em fúria

 motes 

a rotina exige
a indignação ordena
o afeto impele

a criação impõe 

motores

 

a autora

Dalila (Isabel Agrela) Teles Veras, natural do Funchal, Ilha da Madeira, Portugal (1946), vive no Brasil desde a infância; reside e trabalha há 47 anos na cidade de Santo André, onde atua como ativista cultural, livreira e editora; em 2004, recebeu o título de Cidadã Honorária do Município de Santo André, outorgado pela Câmara Municipal; coordenou, de 2007 a 2017 o Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC; integra, pelo quarto mandato, o Comitê de Extensão Universitária da Universidade Federal do ABC, como representante da comunidade externa.

 

livros publicados:

Poesia: Lições de Tempo (1982); Inventário Precoce (1983); Madeira: do  Vinho  à Saudade (1989); Elemento em Fúria (1989); Forasteiros Registros Nordestinos (plaquete – 1991);  Poética das Circunstâncias (plaquete - 1996); A Palavraparte (1996);  À Janela dos Dias – poesia quase toda (2002); Vestígios (2003); Solilóquios (2005); Poesia do Intervalo (2005), com Guedo Gallet (desenhos);  Pecados (2006); Retratos Falhados (2008); Estranhas formas de Vida (2013); Solidões da memória (2015); 70 anos poemas leitores (2016); a mulher antiga (2018) e Tempo em Fúria (2019).

 

Prosa: A Vida Crônica (crônicas);  As Artes do Ofício - um olhar sobre o ABC (crônicas);  Minudências (diário); Diuturnos (diário literário do ano 2000);  Alpharrabio 12 anos – uma história em curso, com Luzia Maninha Teles Veras (2002); Seduzir para a Poesia - trajetória do Grupo Livrespaço 1983-1994 (2008) organização e textos.

 

dalilatv@uol.com.br

http://www.dalila.telesveras.nom.br

http://www.dalilatelesveras.blogspot.com.br

 

 

Serviço:

 

TEMPO EM FÚRIA

poemas de Dalila Teles Veras

Alpharrabio Edições, 2019

 

Lançamento:

28.06.2019, sexta-feira, das 19h às 21h30

Livraria Alpharrabio

R. Eduardo Monteiro, 151, Jd. Bela Vista

Santo André/SP – tel. (11) 4438.4358




 horário de funcionamento

de segunda/sexta, das 13 às 18h30

sábado, das 9h30 às 12h30

 

ATENÇÃO

Nosso endereço:
 Rua Eduardo Monteiro, 151 - Jd. Bela Vista
Santo André - SP - Brasil

Fone: (11) 4438.4358 - e-mail: alpharrabio@alpharrabio.com.br

www.alpharrabio.com.br

 

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