Descuidos para morrer de amor

Descuidos para morrer de amor

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<p><strong>18 de outubro, sábado, 10h30</strong></p> <p>Conversa de livraria e lançamento do livro <em>Descuidos para morrer de amor,</em></p> <p><em>de </em>Marcos Lemes</p> <p> </p> <p><strong>Nota do autor</strong></p> <p>Esses textos compreendem um período de 20 anos de pesquisa e escrita sobre o amor. Interesse que nasceu quando, junto ao Teatro Insano, dirigi e colaborei na dramaturgia do espetáculo <em>Amores Dissecados</em>.</p> <p>Aqui fiz um apanhado desses textos, na tentativa de mostrar um pouco dessa minha inquietação temática.</p> <p>Tem muito mais nas minhas gavetas e nos papéis amarelados. Tem muito mais orbitando nas minhas experimentações estéticas. Tem muito mais amor por aí querendo ser acessado.</p> <p>Quem sabe um dia vire livro, peça, filme, vida.</p> <p>********</p> <p><strong>Autor:</strong></p> <p><strong>Marcos Lemes </strong>É ator, diretor e escritor. Graduado em Artes Plásticas, com pós graduação em Teatro e Jornalismo Cultural. Formado como ator e diretor teatral pela Escola Livre de Tea­tro. Na literatura tem seu primeiro lançamento em 2014 e, até o momento, já publicou 9 livros entre contos e dramaturgia.</p> <p>********</p> <p><strong>Prefácio:</strong></p> <p>Primeiro, em 2014, surgiu o <em>Pedro </em>e vieram muitos mais <em>Pedros</em>, nomeados em títulos e personagens. <em>Outros Pedros</em> é de 2018. Entre estes e o próximo, <em>Tantos Pedros</em>, dois livros em 2020, <em>Bicha</em> e <em>Viado</em>, veias abertas de questões pungentes como a homossexualidade e a identificação de orientação sexual frente à hipocrisia de uma sociedade cínica e preconceituosa diante de tudo aquilo que por ela não foi normatizado.  <em>Pedro(s) – roteiros e resquícios </em>é de 2021, <em>Pedros (fragmentos)</em> é de 2022. Entre este e o <em>Pedro</em> seguinte, é publicado o volume <em>NÃO – 3 Peças</em>, em 2022. Em 2023 vem à luz <em>Pedro / Insistências</em>. Agora, neste 2025, ano de crises planetárias aterradoras, genocídios e desumanidade, tempos dos pós-tudo, Marcos presenteia seus leitores com este <em>Descuidos para morrer de amor</em>.</p> <p>Impressiona, diga-se, a regularidade com que escreve e publica. São nove volumes em nove anos, todos com a chancela Alpharrabio Edições. Títulos e temáticas semelhantes, mas diferentes. Pedro é uma multidão de seres humanos com suas angústias, seus espantos, seus medos, sempre envolvidos com histórias de amor, de perda, rejeição e sofrimento. Sim, o amor comanda essa literatura, mas jamais lembra sequer o amor romântico, edulcorado ou idealizado. O amor humano, simplesmente, por demais humano, com suas fraquezas, incoerências e cegueiras, o amor.</p> <p>Classificar esta literatura é tarefa difícil, mas não é o que preocupa, já que as fronteiras entre gêneros cada vez mais desaparecem ou são tênues, quase invisíveis! Crônicas? Minicontos que mais parecem poemas (e são, por que não?). Em síntese, são textos breves que sempre acertam o leitor na sua sensibilidade, na sua consciência social e humana.</p> <p>O autor vale-se de um mínimo de recursos para formar um modelo estilístico único no qual a palavra é lixada, lapidada, afiada, até não restar uma única rebarba em sua superfície. O resultado é uma criativa série de microcontos, quase poemas alguns, apaixonados e apaixonantes todos</p> <p>Ainda que a abordagem amorosa seja prevalente, Lemes jamais resvala pelo panfleto ou levantamento de bandeiras. Sua causa é clara e, sobretudo, humana. A causa da literatura e de sua humanidade, pois assim os textos foram criados com a arte necessária para que possam ser chamados de literatura, boa literatura. E, como é sabido, a causa humana, envolve denúncia, reflexão e, sobretudo, beleza.</p> <p>Neste seu novo livro, conta o autor, são reunidos “textos que compreendem um período de 20 anos de pesquisa e escrita sobre o amor (…) minha inquietação temática”. O certo é que essa causa do amor é tratada, novamente, pela palavra e estética, pelo lido, pelo sentido, pelo pesquisado e literariamente transfigurado.</p> <p>Acompanho, sempre com muito interesse o trabalho de Marcos em cena e também na função de diretor teatral, desde a última década do século passado. Se o admirava no palco, passei a ser leitora cativa dessas suas preciosidades literárias minimalistas, nem sempre “leves”, mas com o peso ideal da arte.</p> <p>Aprecie, leitor, sem moderação.</p> <p>Dalila Teles Veras, <em>poeta e editora</em></p> <p><strong><em> ***********************************************</em></strong></p> <p><strong>conversa de livraria e lançamento</strong><br /> título: d<em>escuidos para morrer de amor</em><br /> autor: marcos lemes</p> <p>projeto gráfico e capa: isabela a. t. veras<br /> revisão: rosana Chrispim<br /> Imagem autor: Kim Leekyung</p> <p>Alpharrabio Edições, 2025<br /> ISBN: 978-65-87810-51-5</p> <p> </p>

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Date And Time

18/10/2025 ● 10:30 to
18/10/2025 ● 13:00
 

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