
Lançamento do cordel “A Vida de Zé Limeira”
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<p>13 de abril de 2024 – 11 às 13 horas</p>
<p>Conversa de livraria e lançamento do cordel <em>A Vida de Zé Limeira</em> (Lida Poética Edições)</p>
<p>Bate-papo com Paulo Dantas (autor) e Lucélia Borges (xilogravurista)</p>
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<p><strong>Autor</strong></p>
<p>Paulo Dantas nasceu em Santa Luzia, sertão da Paraíba, em 1984, e vive em São Bernardo do Campo, São Paulo, desde 2005. Pai de João Miguel, é também poeta, professor da Educação de Jovens e Adultos, EJA, pesquisador da poesia popular nordestina e criador da Cia Lida Poética. Publicou A butija dos dizer [coleção Mimo, Alpharrabio, 2018] e Folheto [Alpharrabio, 2021]. Em 2022, lançou o Manifesto do Cordel, pela Lida Poética Edições.</p>
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<p><strong>Lucélia Borges</strong></p>
<p>Baiana, radicada em Sampa.<br />
Xilogravadora, ilustradora, produtora cultural e alquimista floral. Trilhando a vida ao lado de Marco Haurélio e Pedro Ivo.</p>
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<p>Trecho da Apresentação “<strong>Zé Limeira, o poeta e os absurdos”</strong></p>
<p>“… No folheto <em>A Vida de Zé Limeira</em>, Paulo lança um olhar contemporâneo e, portanto, antirracista, sobre o “Kumba das Estrada” (sic.), invocando, em seu auxílio, Angela Davis, Chica Barrosa e Inácio da Catingueira. O contexto em que vicejou o talento de Zé Gomes, até ele assumir a persona Zé Limeira, no início do século XX, era (e continua a ser) profundamente racista, e a forma como é retratado por biógrafos e poetas, além de antigos conhecidos, mostra que o <em>nonsense</em> de seus versos, que fez dele uma figura muito popular, talvez fosse uma tática de defesa ante os preconceitos, latentes ou explícitos, enfrentados ao longo de sua vida.</p>
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<p>O maior mérito de Paulo Dantas, além da excelência do texto, informativo e poético a um só tempo, é devolver a Zé Limeira sua dimensão humana, sem remover totalmente sua aura mítica. Mas esta, agora, não mais a serviço do chiste e do motejo. Zé Limeira se converte numa entidade que corta as estradas, some e reaparece, morrendo no ano anterior para reaparecer, vivo e fagueiro, no ano seguinte, como Robert Johnson, outro gênio das encruzilhadas onde a realidade e a lenda se cruzam.”</p>
<p>Marco Haurélio</p>
