
Sucuriju: histórias que meu povo conta
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<p>Lançamento do livro infanto-juvenil “Sucuriju, histórias que meu povo conta” do autor Ronny Abreu e ilustrador André Vazzios, com revisão de Rosana Chrispim e com projeto gráfico e diagramação de Isabela A. T. Veras da Fabricando Ideias Design Editorial. A obra publicada pela Alpharrabio Livraria e Editora, é realizada através do PROAC 23/ 2023 de Incentivo à Literatura da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativa do Governo do Estado de São Paulo.</p>
<p><strong>“SUCURIJU: HISTÓRIAS QUE MEU POVO CONTA”</strong>, é permeado por contos inspirados nas histórias que habitam o imaginário do autor, elaboradas na infância envolvida pelas matas, igarapés, encantados e sabenças compartilhadas pelos mais velhos e mais velhas, ao longo de sua vivência na região norte do nosso país e, agora, redimensionadas pelas experiências de seus 26 anos vividos na cidade de São Paulo.</p>
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<p>Teremos a apresentação da contação de histórias <strong>“O Sucuriju” e “Jaguaretê a Onça Mãe”</strong>, além do diálogo com o autor Ronny Abreu e ilustrador André Vazzios.</p>
<p>Ficha técnica contação de histórias:<br />
Interpretação: Fernanda Henrique e Ronny Abreu<br />
Direção da Encenação: Camila Shunyata<br />
Direção de Arte (adereços, cenografia, figurinos): Andréia Daniel<br />
Direção, produção e edição de áudio de Leandro Goulart<br />
Texto adaptado e músicas: Ronny Abreu<br />
Direção, produção e edição de vídeo : Alex Moletta<br />
Fotografia: Monique Amaral<br />
Produção: Camila Shunyata</p>
<p>Este projeto é uma realização do Clã do Sucuri e Governo do Estado de São Paulo, por meio da SECRETARIA DA CULTURA, ECONOMIA E INDÚSTRIA CRIATIVAS.</p>
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<p>Sobre o autor<br />
<strong>Ronny Abreu</strong> – Sou um Caboclo que viveu na comunidade de “Marquinho”, região do Lago Grande, onde nasci, até os 6 anos de idade. Mudei para Santarém na década de 80, com o objetivo de estudar. Aos 10 anos tive o meu primeiro encontro com as artes cênicas na cultura popular: atuei como o “Padre” no Auto do Boi Bumbá, Infantil “Dom de Ouro”. Desde então, o teatro faz parte de mim.<br />
Em 1992 passei a integrar o grupo de Teatro Terra Firme.<br />
Em 1995 ingressei no curso de Letras e Artes na Universidade Federal do Pará -UFPA. Ainda em 1995 fui eleito coordenador da Associação de Teatro Amador de Santarém – ATAS.<br />
Em 1997 mudei para São Paulo. Na capital Paulista participei de cursos e oficinas até 2002, quando passei para a ELT – Escola Livre de Teatro de Santo André (ELT) , concluindo o curso de Formação do Ator em 2005.<br />
Em 2004 escrevi NONA, o meu primeiro texto para teatro, um trabalho que integra mais seis histórias que compõe o espetáculo “Nô Caminho – Sete Passos para Dentro”, projeto final de conclusão de curso da Formação 6 da Escola Livre de Teatro. Com coordenação dramatúrgica de Luís Alberto de Abreu e Direção de Georgette Fadel.<br />
De 2007 a 2009 participei do Teatro de Asfalto com o espetáculo “A queda” com dramaturgia de Marcos Mazzaro e Direção de Roberta Marcolin Garcia.<br />
Em 2021 integrei o projeto “Caixa Casa Mundo: histórias re-veladas ou sobre como vencer os monstros” da Coletiva de Teatro Feminista Pontos de Fiandeiras, com Dramaturgia de Camila Shunyata e Direção de Vivian Darini.<br />
Em 2022 o espetáculo “Festa dos Bárbaros” da Cia São Jorge de Variedades. Direção: Georgette Fadel, Paula Klein e Patricia Gifford, com Dramaturgia de Antonia Mattos. Ainda no mesmo ano “ Vozes da Independência” com Dramaturgia de Dione Carlos e direção de Paula Klein e Sarah Lessa.<br />
Como artista paulista, migrante do Estado do Pará e que vem neste resgate e valorização das próprias origens culturais indígenas, considero importante ratificar a fala da rapper indígena Katu Mirim, quando afirma que “Os povos indígenas existem antes das cidades. Eu estou em contexto urbano. Não sou a urbanização”, sendo deste modo, importante o acesso aos meios de publicação desta obra que também contribuirá para uma reflexão sobre a identidade cultural indígena brasileiro.</p>
